Os Senhores do Norte

02/08/2010 at 01:11 Deixe um comentário

Os Senhores do Norte é o terceiro volume das Crônicas Saxônicas de Bernard Cornwell.  A série mostra a trajetória do rei Alfredo e sua luta para unificar a Inglaterra e combater – ou converter ao cristianismo – os invasores dinamarqueses.

Como de costume, o projeto gráfico de Os Senhores do Norte é um colírio, apresentando o mesmo aspecto visual dos demais livros da série. Porém, neste terceiro, somos presenteados com uma das melhores capas de toda a coleção. Como dito em outros posts, cada capa mostra uma ilustração que, quando postas lado a lado, formam um painel. Os Senhores do Norte estampa justamente uma das partes mais bonitas desse todo.

Se no livro anterior Bernard Cornwell optou por um ritmo mais lento, aqui ele retoma o dinamismo do primeiro, descrevendo um evento relevante atrás do outro. A ação é ininterrupta, mas nem por isso o desenvolvimento dos personagens é deixado de lado; pelo contrário, continuam detalhados e carismáticos como antes, e seus relacionamentos permanecem empolgantes. Infelizmente, Alfredo aparece pouco e faz falta.

Os Senhores do Norte passa uma sensação de clímax, e sob certo ponto de vista, o é; embora esteja longe de ser o final da saga. Isso acontece porque nesse livro temos um dos pontos altos da vida do personagem narrador Uthred. A trama gira em torno de um de seus grandes objetivos, a tal rixa de sangue, presente desde O Último Reino.  Porém, em algum momento o protagonista é traído (Ei! Isso não é spoiler; consta até na orelha do livro!) e em conseqüência disso temos um punhado de páginas enfadonhas, que dão uma quebrada na história. Mesmo assim, esse trecho é de grande importância para a trama, mas fica a impressão de que o autor poderia ter enxugado um pouco. Passada essa parte, a narrativa não só retorna ao seu padrão, como fica ainda mais veloz; o que sob certo specto,acabou prejudicando um pouco o restante do livro.

A tão alardeada rixa de sangue acontece de maneira ligeiramente superficial, podendo ter sido mais esmiuçada pelo autor. Ficou a sensação de que o Cornwell estava com pressa em acabar o livro. Ainda assim, o final não decepciona e empolga bastante, entregando ao leitor justamente aquilo que ele espera, sem grandes surpresas desta vez. 

 Como os demais livros do autor, a aquisição é recomendada.

 

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