A Canção da Espada

22/10/2010 at 01:57 Deixe um comentário

 

Capa de A Canção da Espada: bela, mas não tanto quanto às demais.

A Canção da Espada é o quarto volume das ótimas Crônicas Saxônicas, do britânico Bernard Cornwell. A série narra os eventos que resultaram na unificação e cristianização da Inglaterra pelo rei Alfredo, aos olhos de seu guerreiro Uthred, nascido na Nortumbria e criado pelos invasores nórdicos, a quem combate relutantemente em nome de seu monarca cristão.

Assim como dito nos posts sobre os demais livros da série, a capa de A Canção da Espada é parte de um painel único que pode ser admirado com todos os volumes postos lado a lado. Porém, mesmo contando com os mesmos responsáveis pelo projeto gráfico dos lançamentos anteriores, este aqui apresenta a parte mais fraca da, até então, pentalogia. A ilustração não se destaca como as demais.

 Quanto ao texto, A Canção da Espada mantém o nível elevado de qualidade visto nos volumes anteriores. A narrativa é tensa e frenética, com combates memoráveis a todo instante, não deixando o leitor descansar e respirar. Um dos atrativos do livro se deve ao fato de ser ambientado na Londres medieval, descrita como suja e pestilenta, e serve como um fantástico pano de fundo para uma das batalhas mais impressionantes de toda a série. omo sempre e, o protagonista, Uthred, está mais violento do que nunca. A trama do livro já começa com uma batalha e, é nas primeiras páginas que o leitor percebe que o anti-herói está ainda mais selvagem. Os vilões estão tão odiosos e traiçoeiros quanto no volume anterior

O leitor que acompanha a série perceberá que o volume anterior, Os Senhores do Norte, fecha um arco na vida de Uthred, resolvendo as rixas de sangue que pendiam desde o primeiro livro. Em A Canção da Espada, novos vikings antagonizam a trama e os dinamarqueses não são os únicos inimigos. Os noruegueses também estão presentes.

Esse quarto livro da série mantém a qualidade dos anteriores, mas não escapa de alguns escorregões. Algumas situações soam forçadas, como por exemplo, a cena do morto-vivo. Outra vacilada é que, a batalha final, embora empolgante e muito bem estruturada, acaba se mostrando longa demais. Fica perceptível que em determinado ponto Cornwell perdeu a paciência e acelerou a conclusão do embate.  

Apesar desses pequenos deslizes, A Canção da Espada é um excelente livro, tão empolgante quanto os anteriores, e que deixa o leitor com o bolso coçando pra ir à livraria mais próxima e adquirir o recém-lançado Terra em Chamas, a quinta parte da saga de Uthred e do Rei Alfredo.

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Os Senhores do Norte A Luz Vermelha

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